Mostrando postagens com marcador Clubista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clubista. Mostrar todas as postagens

26/03/2018

Seleção de Colaboradores para o Clube do Livro Maranhão



É chegada a hora – a tão esperada seleção de colaboradores!

Conforme estamos crescendo, vemos a necessidade de novas pessoas para este time. Procuramos aqui colaboradores tão interessados quanto apaixonados pela cultura do livro para ingressar nesta organização. E, neste ano, vamos ter QUATRO VAGAS!

Contribuir em um projeto sem fins lucrativos é ter um sonho compartilhado <3 Oferecemos espaço, oportunidade e atribuições para que possamos desenvolver em conjunto nossas aptidões. Pessoas para somar é nosso perfil alvo, seja para nos auxiliar na coordenação direta dos eventos, como assistente de equipe, seja para nos auxiliar em diversas mídias, como assistente de comunicação.

Se você acha que tem perfil conforme abaixo descrito e tem interesse em participar das atividades que realizamos, não deixe de se inscrever!

Lembrem-se de que o Clube é um projeto que reúne cidadãos da comunidade leitora em encontros culturais, lidando com jovens e adultos, com o objetivo de mediar o impacto real da leitura em suas vidas. Ao incentivar, impulsionar e integrar diversas atividades, o Clube se envolve com variadas manifestações culturais, além de toda uma disseminação e divulgação. Esta é uma oportunidade para quem vê que pode ter grande desenvolvimento pessoal ao atuar em nossas atividades.


(3) Vagas na Assessoria de Eventos

Perfil:
- Maior de 18 anos e residente em São Luís.
- Ser um leitor cadastrado (aqui).
- Bom desenvolvimento em comunicação interpessoal: comunicação direta, clara, eloquente.
- Goste de trabalhar em equipe e de se envolver em organização material.
- Tenha disponibilidade pela semana e sábados principalmente.
- Seja criativo(a), dinâmico(a), organizado(a), antenado(a), comprometido(a) e pontual.

Atividades relacionadas:
- Prestar assistência e monitoria em reuniões, eventos e demais encontros, relacionando-se com convidados, equipe e parceiros.
- Recepcionar, supervisionar e atender clubistas, demais leitores e convidados conforme eventos.
- Participar dos bastidores de organização – com acesso direto e indireto a novidades; entrar em contato com possíveis parceiros e/ou convidados.
- Fazer ponte comunicativa; realizar credenciamentos, sorteios, avisos; prestar orientações e esclarecimentos às atividades do evento.
- Assegurar a organização dos espaços em conjunto à equipe.
- Realizar mediação de mesas, encontros, eventos culturais, bate-papos, até mesmo palestras.
- Auxiliar a equipe na divulgação.

Pontos extras – não são requisitos, mas ajudariam na sua aplicação:
- Ter conhecimento em informática e dispositivos móveis, além de materiais técnicos, como aparelhos e cabos, data-show, câmeras, conectividades HDMI/USB, cartões de memória, adaptadores, dentre outros.
- Tenha proatividade e disposição para aprender, além de visão para acrescentar.
- Experiências de trabalho em equipe (na escola, na faculdade, em eventos de família, etc); mediadores de encontros, dinâmicas/gincanas literárias.


(1) Vaga de comunicação em mídia

Perfil:
- Maior de 18 anos e residente em São Luís.
- Ser um leitor cadastrado (aqui).
- Bom desenvolvimento em comunicação escrita e mídias digitais: versatilidade textual para diversas mídias, linguagem fluída e descontraída, construção de textos bem apresentáveis, com o português básico em conformidade, saber conciliar texto-imagem-vídeo-gif.
- Goste de trabalhar em equipe e de se envolver em práticas de comunicação.
- Tenha conhecimento de plataformas e principais mídias sociais (Blogger, Facebook, Twitter e Instagram).
- Tenha disponibilidade durante a semana (principalmente turnos da noite).
- Seja criativo(a), dinâmico(a), organizado(a), antenado(a), comprometido(a) e pontual.

Atividades relacionadas:
- Auxiliar a equipe na divulgação nas mídias; elaborar textos e materiais de divulgação/cobertura (imagem e texto) para blogger, twitter, facebook, instagram (a depender do evento).
- Prestar assistência em mídia comunicativa para eventos e demais encontros, relacionando-se e atendendo convidados, equipe, parceiros, clubistas e outros interessados.
- Participar dos bastidores de organização – com acesso direto e indireto a novidades.
- Prestar orientações e esclarecimentos às atividades no espaço das mídias.
- Produzir e manter conteúdos no ar, programar postagens.
- Monitorar mídias durante eventos e encontros.
- Cobrir eventos diversos (principalmente pelos stories, instagram).

Pontos extras – não são requisitos, mas ajudariam na sua aplicação:
- Ter conhecimento em informática e dispositivos móveis, além de materiais técnicos, como aparelhos e cabos, data-show, câmeras, conectividades HDMI/USB, cartões de memória, adaptadores, dentre outros.
- Uso de programas e/ou aplicativos de edição de texto, imagem e vídeo.
- Experiências em atividades blogueiras/vlogueiras.
- Noções básicas de técnicas e ações de marketing digital.
- Tenha proatividade e disposição para aprender, além de visão para acrescentar.


O que oferecemos aos candidatos

- Fazer parte dessa equipe maravilhosa, claro!
- Espaço para por em prática suas habilidades (com certa liberdade), além da possibilidade de treinar outras aptidões, para desenvolvimento pessoal.
- Acesso exclusivo a bastidores e produção; contato com autores, editoras, agentes culturais e outros.
- Oportunidade de crescimento dentro da equipe conforme desenvolvimento.


O que NÃO oferecemos aos candidatos

- Não dispomos de entradas para eventos pagos em geral, cortesias de livros, nem cinema, tampouco dispomos de bônus, boxes ou algo do tipo para filmes, séries e livros.
- O Clube do Livro Maranhão é um projeto sem fins lucrativos e funcionamos à base de colaborações. Isso não implica remuneração por participação.
- Certificação oficial de colaboração em eventos (não temos mais título para tal – encerramos o título de Associação).

OBS: Toda e qualquer atividade realizada na fase de adaptação será orientada e supervisionada.


OK, QUERO ME INSCREVER!
COMO PROCEDO?

Envie um e-mail para ma.clubedolivro@gmail.com com uma apresentação sua no corpo de texto que responda os itens listados abaixo. Dúvidas também no corpo de texto.

Assunto (título de e-mail): Seleção de Colaboradores
Dados
- Nome/Apelido
- Idade
- Links de redes sociais (twitter, facebook, instagram, skoob) – as que tiver.
- Determine para que vaga você está aplicando (eventos ou mídia).
- Como nos descobriu?
- O que você faz? Sua formação acadêmica? É leitor? Que livros gosta de ler? E seus autores favoritos? Séries? Filmes? Outras paixões? Queremos conhecer você.
- Confirme seu e-mail usual de contato.
- Não se esqueça de comentar seu interesse em fazer parte do Clube do Livro Maranhão – o que acha que você acrescentará e o que o Clube acrescentará em sua vida.

Sobre o envio de inscrição e avaliação
Aceitamos inscrições a partir de hoje (26 de março) até dia 11 de abril de 2018 para todas as vagas. Não há previsão definida para determinar novos integrantes do CLM, pois dependerá do número de inscrições recebidas, testes e da aprovação final. A avaliação será feita pela diretoria do Clube.

Já estamos ansiosas para aumentar esse time!

25/03/2018

Precisamos falar sobre relacionamentos abusivos


Atendendo a pedidos, decidimos publicar o texto (integral) que foi lido pela clubista Vanessa Cristina no Clube de Março, uma contribuição da nossa coordenadora Kleris Ribeiro para o encontro; entenda o contexto aqui. Compartilhe você também em suas redes sociais.


Contém spoilers do livro discutido*

  
E aí que mora o problema: quando eu percebo. Depois que a gente percebe, não dá mais pra ignorar, e começa a acontecer de a gente perceber mais ainda. 
Daniel Bovolento, Por Onde Andam As Pessoas Interessantes?

Oi, pessoal.

Estava pensando em como me “infiltrar” na conversa pra levantar umas questões importantes sobre esse livro, já que até então não tenho podido participar das reuniões com vocês *dor no coração*. A ideia da Vanessa de colaborar com um texto foi mara (OBG, Nessa ❤, também pela leitura) e espero contribuir um pouco com algumas reflexões.

Fiz a leitura de Belo Desastre como muitos ainda no ano de lançamento, 2012, e naquela época “gostei”. Apesar do quê de clichê, ainda vi um e outro problema, porque se tem alguma coisa que podemos admitir sobre a relação Abby e Travis, gostando ou não dela, é que ela é “conturbada” – a própria sinopse é honesta quanto a isso. Lembro que também muito se questionava sobre a mocinha Abby, por aceitar as loucuras do Travis, e sobre como ela “não se resolvia”. É inegável que o Travis tem uns problemas e a história nos leva a crer que o amor vai resolver, SE a mocinha ceder. Sempre. Só isso já classifica como questionável.

Acho que nem preciso dizer que na releitura pra este mês, tudo mudou. Tem muito mais pontos complicados – e, pior, tão sensíveis que podem passar pela gente sem sequer darmos conta. Porque é assim que a relação tóxica funciona. São as coisas pequenas que fazem a avalanche acontecer. Não vou me deter aqui à relação do casal – que é abusiva e doentia, ponto – mas à personagem principal e narradora desta história, que nos mostra uma noção de realidade mega bagunçada pelas relações ao seu redor.

A autora tentou de várias maneiras nos fazer engolir o que ela, como pessoa, imagino, também engoliu. Tem algumas coisas na trama que estão ali pra cumprir um papel único (mocinha e bad boy, o garoto de ouro pra contrapor o mocinho bad doy, a mocinha que não é tão donzela, uma pessoa “boa” pra ‘consertar’ a “ruim”, passados complicados pra justificar uma e outra coisa, usar cenas de perigo pra aumentar a adrenalina, o amor sobreviver a barreiras, o cuidado e zelo das pessoas ser um alento aos amores amargos, variadas coisas e cenas pra tapar buracos da própria trama, etc) e isso tudo acaba nos levando a conflitos bem menores, esquecendo que o que deve importar é a felicidade e a liberdade da personagem/pessoa. Tudo o que Belo Desastre mostra é que a felicidade de Abby sempre vai ser condicionada. E nunca respeitada. Se posso resumir a sensação dessa releitura em poucas palavras é: quero salvar a Abby #TeamAbbyLivreEFeliz

Vamos voltar um pouco essa história. Abby cresceu em meio a jogos, apostas, dinheiro, bebidas. Praticamente foi criada pelos pais de America, sua melhor amiga. A mãe de Abby é basicamente inexistente nessa trama, já que se foca mais no pai problemático que vai atrás dela. Abby foi considerada pelo pai um “trevo de quatro folhas”, até que ela superou o próprio e ele se virou contra ela. Ou seja, ela nunca poderia ter “superado o mestre”, e por ter feito isso, iria sofrer as consequências pra sempre, porque “família é família” (outro mito), você gostando disso ou não. O Mick vai ser usado mais pra criar um conflito na cabeça dela por ser uma vaga lembrança do que o Travis pode trazer, mas que, no final, vai se mostrar “diferente” – embora esse pai também mostre como a personagem principal fica bastante vulnerável quando entra em conflito sobre o que quer e o que é socialmente “certo”. Ou seja, desde sempre ela “se ferra” porque não consegue manter uma postura. Mas, chego lá.

Para recomeçar a vida, Abby escolheu sair de sua cidade, tão marcada pela pressão que sentia do pai e das pessoas que sempre a apontavam. America, sua melhor amiga, abre mão de sua vida (?????) e segue Abby nessa jornada. O tempo todo Abby diz que não quer voltar a viver aquilo de Wichita, não quer se envolver com nada nem ninguém MINIMAMENTE parecido. Mas não é que Meri sempre encaminha ela pro lado oposto do que quer? Vamos ver: foi America que levou Abby pra luta ilegal onde conheceu Travis, foi America que quis juntar o primo de Shepley com a amiga, foi America que decidiu ficar com o namorado no apartamento e arrastou a amiga... e olha que ainda cheguei na história da aposta.

Ah, mas elas fizeram um pacto de nunca saírem sozinhas. A Meri era melhor amiga dela, queria vê-la feliz, conhecer novas pessoas. Será mesmo? E pra isso precisava passar por cima das vontades de Abby? Precisava colocá-la nas situações mais desconfortáveis? Meri abriu mão da vida dela pra ajudar a Abby. Será que a Abby deveria dever a vida por isso?

Fato é que quando se pensa em relacionamentos abusivos e/ou nocivos, costuma-se focar em relacionamentos entre casais. Mas acontece em qualquer relacionamento – amoroso, familiar, entre amigos, outros – e, bem, a gente cresceu sem saber dessas coisas. Nunca fomos treinados para saber o que é tóxico na vida. Falha da humanidade. É por agora, na era da informação, que internet, exercícios de autoconsciência, vítimas falando a respeito e militâncias têm trazido isso à tona. E preciso dizer: a Meri é um raio de pessoa tóxica! Das mais silenciosas! Há cenas e mais cenas que mostram isso. Abby várias vezes disse não a ela. E não foi respeitada.

E, por incrível que pareça, temos a Meri contando seus reais motivos de fazer o que fazia. A história não explora isso muito bem, já que quer se centralizar no romance, mas é algo a se pensar. Tem um momento que a Meri diz que sempre queria que elas ficassem juntas, cada uma com um par, e ainda melhor se esses pares delas fossem chegados, como irmãos e primos. Então America conheceu Shepley, que tinha um primo. Não importava o quão desvairado era o Travis, America empurrou isso até o fim – até mesmo responsabilizou a amiga por não conseguir “consertar” o cara. E, caraca, ela atiçava. Jogava lenha na fogueira (causava o descontrole de Travis pra provar que ele gostava da amiga e a amiga ceder), fazia chantagem emocional (com o Shepley também), acuava, coagia, não ligava pros sentimentos de Abby – se sentiria desconfortável ou não – enfim, ela simplesmente deixava acontecer. Às vezes parecia que se arrependia. Mas aí jogava a culpa na Abby.

Aliás, todo mundo joga a culpa na Abby pra tudo – pelo fim da sorte do pai, pelos conflitos e até términos de relacionamento dos outros. Há um momento que Travis bate “sem querer” na namorada e a culpa porque ela estava muito perto quando ele batia em outro cara (ou mesmo porque a Abby desobedeceu ele).

E a Abby que não faz nada, gente? Aí que tá. Infelizmente, ela dá poder às pessoas pra fazerem o que elas quiserem. Mesmo quando ela diz CLARAMENTE não. Ela não se sente capaz porque provam pra ela que ela não é capaz. Ou que é louca. Ou que não está vendo as coisas realmente. Que não está considerando os sentimentos dos outros. E ela cede. Porque, imagino, que tenha medo de decepcionar pessoas. Que ela devia suprimir o que sente, pra agradar pessoas. Porque é mais fácil do que lutar contra. Porque toda vez que ela tenta lutar, vem as pessoas que ela ama passar por cima dos ideais dela. Que a felicidade dela devia ser fazer outras pessoas felizes. E aí vem toda aquela história de se culpar a vítima (!!!!), porque é mais fácil atribuir a ela (????). Qualquer argumento que se use de medo (alusões a abandonos ou violência), vergonha (lista grande!), ou culpa (transferência de culpa principalmente), já começa errado. Pode-se dizer assim que todo mundo começou errado com Abby, desde seus pais. É de dar uma dorzinha no coração mesmo.

É interessante (e coincidente) que o Travis, em dado momento, fala: “Você está agindo como se eu estivesse pedindo pra você atear fogo em si mesma” (foi quando ele pediu pra Abby ir para a Ação de Graças da família Maddox, sendo que eles tinham terminado). E é exatamente isso: é a pessoa atear fogo em si, pra manter alguém aquecido. É sufocante. A Abby se sente sufocada várias vezes, mas não é que sempre tem alguém pra convencê-la do contrário? De que é exagero?

Não é exagero, não é frescura e não é coisa da cabeça dela. São armadilhas. Ciclo vicioso e alguns comportamentos nocivos mais silenciosos que outros. Dentre muitos, cito aqui: gaslight (manipulação pra fazer a vítima parecer louca ou incapacitada, até perder a noção da própria realidade), isca (uma provocação pra desestabilizar a pessoa), culpas irracionais, chantagem emocional, senso de direito, narcisismo (quando se crer que o outro deve servir a si porque fez algo “merecedor”), etc. Aqui falo do Travis, da Meri, do Mick (deixei um link no evento para quem quiser se informar mais). A Abby, claro, também não é essa pessoa perfeita, também teve uns comportamentos questionáveis (como só lembrar do Finch quando não estava na bolha Travis-America-Shep ou ver outras mulheres como inimigas), mas nada tão “tão” nocivo quanto outros personagens (opinião minha).

Não quero me alongar mais que isso, porque já tem páginas de TEXTÃO, então pra encerrar vou deixar aqui umas perguntinhas e uma reflexão final. 

  • Se a Abby dissesse não, permanecesse em sua posição e se negasse a fazer coisas que lhe pediam – em qualquer situação do livro – o que as pessoas fariam? Podendo ser Meri, Travis ou Mick (faça sua escolha).
  • Se a Abby fosse solidária com as ex garotas do Travis ou mesmo com outras garotas da faculdade (como sua colega de quarto, Kara), no sentido de não tê-las como inimigas, como as pessoas encarariam a opinião dela?
  • Se Abby colocasse a culpa que tanto lhe jogam no lugar certo (no da pessoa que fez errado), o que iria lhe acontecer?
  • Se Abby quisesse ter um amigo fora da roda fechada e esse amigo não fosse gay, o que aconteceria com ela?
  • Se Abby decidisse mudar de curso ou universidade, o que ou quem ela teria que enfrentar? Quem a apoiaria?
  • Se Abby tivesse escolhido o Parker ou qualquer outro carinha da universidade, o que teria acontecido com ela?
  • Por que que é ela quem sempre tem que ceder? Por que ela tem sempre que perdoar? Por que ninguém é compreensivo com ela?
  • Por que ninguém vê que ela pode resolver as coisas dela sozinha?
  • Se VOCÊ fosse a Abby e tivesse que gastar todas as suas energias pra fazer algo que quer (algo simples até) e tivesse que justificar pra Deus e o mundo, como VOCÊ se sentiria?

Outro simples exercício é escolher uma cena e inverter a situação. Se nessa inversão houver caso de sexismo (favorecendo a figura masculina), intolerância (desfavorecendo a figura feminina), difamação, incitação ao ódio ou violência, sim, é problemático. A grande questão hoje em dia é reconhecer isso. E ao reconhecer, não se desesperar, pois você não está sozinha(o) e há maneiras de melhor lidar. O que vemos na maioria dessas situações em que há um “consentimento” para uma transgressão (de espaço, de poder, de abusos), é o desejo de ser aceita, amada, respeitada. Podemos nós ter sido abusivos ou ter sido abusados, em inúmeras situações ou níveis, mas o importante é saber que somos pessoas e podemos ser suficientes. Essa consciência é que é libertadora.

É muito difícil que a vítima se dê conta que está vivendo um relacionamento abusivo. Por isso, a mulher precisa do apoio da família e de amigos que tenham uma visão de fora e percebam o que está havendo na relação. Para ajudar, o melhor é fazer a vítima entender, por si própria, que está inserida em uma relação tóxica. Uma abordagem agressiva e impaciente, que exija percepção imediata, não adianta: é necessário ajudar a vítima a se questionar e questionar sua posição dentro do relacionamento. O tratamento com um psicólogo é o método mais indicado para que uma real mudança aconteça, pois a mulher precisa compreender profundamente os problemas de sua relação para conseguir mudá-los. 
Beatriz Manfredini e Giulianna Muneratto. 
A louca não sou eu @aloucanaosoueu (instagram)

Obrigada por ler/ouvir até aqui.

Kleris Ribeiro
Coordenadora de Mídias e Bastidores no Clube do Livro Maranhão

Veja fotos do encontro!
Assista nos stories um pouco da conversa enquanto é tempo. Nos destaques do instagram @clubedolivroma, procure por “Encontros”.

Veja outras contribuições aqui
#clubedolivroma #vemproclube
#maranhãodeleitores

04/09/2017

Precisamos falar sobre o que dói dentro da gente


"Precisamos perguntar olhando nos olhos como o outro está"

Estes cartões (da imagem acima) escrevemos no Clube de Setembro, 
acreditando que chegariam em pessoas que sofrem de depressão 
ou pessoas que em algum momento irão precisar ler cada frase.

Chigo Anísio uma vez disse: Quanto mais pessoas me ouvirem falar sobre depressão, mais pessoas vão deixar de ter vergonha de serem deprimidas. E é isso. Precisamos falar sobre isso. Humanizar, tirar os traços de indiferença ou preconceitos.

A depressão não pode nunca ser naturalizada porque ela tem matado talentos, juventudes, sonhos e muita, mas muita arte. A arte de cada um, a arte da vida. Do coração bombeado em vigor. Ela é silenciosa então nós falamos por ela para que ela perca a vez após vim à tona. Eu sei, é uma dor profunda, um sofrimento aparentemente sem fim. Você quer ficar em uma caixa de isolamento, sem ouvir ou falar com ninguém, sem vontade, sem projeto, sem preenchimento.

Mas acredite em mim, você não quer deixar de viver, você quer que a dor pare, quer que o mundo pare pra você descer. Então, se eu puder ser tua “escada”, eu serei. Tu faz de conta que desceu desse mundo, põe uma “vírgula” nessa história toda e será como um intervalo para um recomeço. E você vai conseguir recomeçar. Eu sei.

Eu só quero falar também, sem clichês, que tem se levantado pessoas para que outras pessoas possam contar. Porque a gente tá cheio de tá vazio de companheirismo. Cheio de falar e não movimentar.  Precisamos perguntar olhando nos olhos como o outro está, sem mero superficialismo, mas com compromisso. Precisamos abraçar sem pressa pra desabraçar e ir embora. Precisamos ser menos individualistas ou julgadores. Precisamos estar de verdade uns com os outros, de coração. 

Eu sei, não é fácil o processo de cura, é pesado, doloroso e parece que a dor não cessa, parece que nada convence do contrário e a gente acha que é a famosa “frescura” não querer viver. Mas sério, a vida só é uma e ninguém estaria perdendo isso por querer de verdade. Todos precisamos de ajuda. Alguns para sair da depressão outros para despertarem pra tentar entender isso e fazer algo a respeito. 

Então, vamos fazer esforço pra na prática tentar a difícil revolução do Amor, da partilha e da nova tentativa, sem invadir o espaço de ninguém, mas intervir em ajuda de alguma maneira. Porque é absolutamente possível!

Nós, clubistas, nos dispomos para sermos ombros, pernas e abrigo a quem precisar. Nós ainda acreditamos que a humanidade foi feita com a capacidade de ser habitável em paz e compreensão. Nós queremos diariamente ser parte da cura para uma das maiores doenças do século. E queremos lembrar com orgulho de termos feito algo a respeito. Mesmo aparentemente pequeno. Que os nossos dias nos tornem melhores e capazes para ajudar alguém. Isso vai ser lindo. Não escrevo ilusão, escrevo sonho alcançável. Já vejo todos ajudando uns aos outros.

Rita Soares
Mediadora e assessora nos eventos do Clube do Livro Maranhão

24/09/2016

Últimas Definições do Clube do Livro MA

Conforme reunião extraordinária na data de hoje, pelos presentes ficou determinado:

1- Para a pessoa conseguir o título de clubista, ela deve:
1.1 Preencher o formulário de inscrição;
1.2 Curtir a Página do Clube do Livro MA, pois esse é o canal oficial com as datas dos encontros, gêneros e livros escolhidos;
1.3 Comprar o livro escolhido e ler o conteúdo do mesmo;
1.4 Comparecer em três encontros seguidos do Clube;
1.5 Participar de no mínimo 50% dos eventos do Clube;
1.6 Faltar apenas em caso de doença, reunião familiar ou trabalho/faculdade, enviando mensagem privada para Fernanda ou Kleris até às 9h do dia do encontro, tirando foto para comprovação;
1.7 Quando receber a camisa e/ou botton, utilizar a camisa ou botton do Clube em reuniões e eventos;
1.8 Clubista que é clubista, chama os amigos para a reunião e propaga o objetivo do Clube em todos os lugares;
1.9 Caso o clubista falte três vezes e não apresente justificativa, ele automaticamente perde o título de clubista;
1.10 O clubista que indicar um livro e este for escolhido na votação de novembro, deverá no dia do encontro ir e defender o livro. Caso não possa ir, deve justificar e filmar a defesa do livro para apresentação no dia do encontro. Caso falte e não justifique, automaticamente perde o título de clubista.

2- O (s) clubista (s) que tiver(em) a menor quantidade de falta(s) será(ão) agraciado (s) no final do ano.

3 - Está extinta a promoção Amigo do Clube.

4- A mediadora Fernanda Araújo ganhou o direito ao voto.

5- Os temas e cores para o próximo ano (2017) serão:

Janeiro: Branco / Vidas Passadas;
Fevereiro: Arco-íris / LGBT;
Março: Laranja / Empoderamento;
Abril: Marrom / Pós-Apocalíptico;
Maio: Roxo/ Água com Açúcar;
Junho: Verde / Crime;
Julho: Cinza/ Número no título;
Agosto: Negro/ Fatos Históricos;
Setembro: Amarelo/ Problemas psicológicos;
Outubro: Rosa/ Infantil;
Novembro: Azul / Adaptação;
Dezembro: Vermelho/ Lançamento do ano.
Obs: Todo encontro do Clube acontece no penúltimo sábado do mês com início às 15h;
Obs 2: Caso ocorra alteração de data, o aviso será publicado na página do Clube do Livro MA;
Obs 3: Todo encontro tem um evento correspondente no facebook e o link é disponibilizado na página do Clube do Livro MA.
Obs 4: O CLM hoje atua em dois projetos de editoras: Clube de Leitura Penguin e Planeta de Leitores.   
Obs 5: Somente participará do grupo no WhatsApp quem for clubista.