06/06/2018

Animais na literatura


Tá por fora de tramas com animais? A gente te conta!


Desde a “Baleia”, de Vidas Secas, até “Charlotte” de A Menina e o Porquinho, os animais sempre estiveram marcando presença nas mais diversas narrativas. Carismáticos, os pets (quase) sempre dão grandes companheiros de aventuras, normalmente desempenhando papéis bastante importantes na jornada dos protagonistas e dando aos heróis uma camada extra de humanização. E isso não para nos animais domésticos, claro, já que os outros animais também conseguem se provar cumpridores de grandes façanhas; como é o caso de “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.
  
 (Baleia, a cadela de “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos)


Mas além de coadjuvantes, também é bastante comum que os animais executem os papéis dos heróis da trama. Em “Quatro Vidas de um Cachorro”, Bailey é um cão que tenta entender seu propósito de vida durante distintos momentos da sua existência. Hachiko de “Sempre Ao Seu Lado” é um cachorro que permanece leal ao seu dono mesmo depois de sua morte. Bob (de Um Gato de Rua Chamado Bob), Free Willy, Spirit (de Um Corcel Indomável), todos foram partes muito importantes na vida dos humanos com quem conviviam; além de serem muito amados pelo público em geral, por seu carisma, lealdade e inocência que somente um animal poderia ter.

(Sempre Ao Seu Lado, protagonizado por Richard Gere)

A presença dos animais em narrativas ficcionais, especialmente as literárias, ajuda a criar uma atmosfera mais amigável; além de abordar questões sobre a ética e compreensão do que realmente representa os bichos. Maria Esther, professora da UFMG, em uma entrevista ao UOL (que você pode ler completa aqui), fala sobre a própria relação com os animais “O Guimarães Rosa dizia: 'amar os animais é um aprendizado de humanidade’'. Para mim ele é o maior escritor animalista, não faz discurso militante a respeito dos bichos, mas os representa de uma forma que ensina muito sobre eles”.


Outro aspecto muito relevante sobre a abordagem animal na literatura consiste na “humanização” dos mesmos. Além do já citado “A Revolução dos Bichos”, em que os animais de uma fazenda fazem uma alegoria a União Soviética Comunista; temos também “A Metamorfose” de Kafka, que traz o protagonista em um processo de transformação de homem para barata (com diversas questões sobre existencialismo abordadas no meio do caminho), “Maus” de Art Spielgman, uma graphic novel sobre o holocausto, que colocava judeus como ratos nas mãos dos alemães nazistas, que eram gatos.

 (A Revolução dos Bichos, de George Owell)

Todas essas formas de representações são maneiras de mexer com o imaginário popular, e cativar o público em virtude da presença de animais tão próximos -- especialmente cachorros, que tem a lealdade e o jeito espirituoso como estereótipos comuns, e que são facilmente identificáveis por qualquer pessoa que consuma aquele conteúdo. Na conversa desse mês (aqui), do livro “Marley e Eu”, por exemplo, temos uma comovente e simpática história sobre o relacionamento de um cachorro com seus donos, e como isso muda a vida deles. Esperamos ouvir e dividir histórias como esta.

Os leitores podem ainda CONTRIBUIR COM UM 1KG DE RAÇÃO – PARA CACHORROS OU GATOS – que serão destinados à ONG Cães e Gatos de Rua de São Luís.

(“Marley e Eu”: livro e filme)

Clube de Maio + Clube de Junho
Marque presença no link do evento

Dia: 09/junho
A partir das 15h
Livraria Leitura – São Luís Shopping

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