07/03/2017

Parada Maranhense de Mulheres - 8 de Março


As MULHERES vão PARAR!

Neste 08 de março – Dia Internacional da Mulher, as mulheres protagonistas na luta pela igualdade de direitos, realizarão a PARADA MARANHENSE DE MULHERES.

Vamos parar! Contra a Reforma da Previdência, contra o feminicídio, contra o racismo, contra o extermínio da juventude negra, contra a violência à mulher, contra o patriarcado, contra a reforma da educação, contra o preconceito de gênero, contra o corte dos recursos para as políticas públicas.


Você MULHER, está convidada a PARAR também. Venha se juntar a nós! No dia 08 de março, às 15 horas, na Praça Deodoro (em frente à Biblioteca Benedito Leite).

JUNTAS SOMOS FORTES!
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Entenda o movimento.

GREVE DE MULHERES?
POR QUE AS MULHERES VÃO PARAR NESTE 8 DE MARÇO?



Maria Mary Ferreira
Professora Associada da Universidade Federal do Maranhão. Graduada em Biblioteconomia. Mestra em Políticas Públicas – UFMA. Doutora em Sociologia UNESP/FCLAr.

Em várias partes do mundo as mulheres se mobilizam e param no 8 de março de 2017. Os motivos são muitos, as razões maiores ainda. Ao ler este texto alguns homens podem estranhar, outros vão sorrir, outros vão até debochar. Não importa! O que importa é que as mulheres estão cansadas de esperar por mudanças sociais e por mudança de postura dos homens. As mulheres não aguentam mais a carga de trabalho que lhes são atribuídas que lhes retira possibilidade de pensar e de participar da vida pública. As mulheres não querem mais ficar se escondendo por medo de ser estupradas nas esquinas e Praças das Cidades que não foram projetadas para as mulheres. As mulheres querem ter o direito de viver em lares sem violência com maridos que a respeitem.

GREVE DE MULHERES? ISSO É POSSÍVEL? O QUE ISSO REPRESENTA?

Uma greve de mulheres no 8 de março representa um esforço das organizações feministas e de mulheres dos países ocidentais para fazer o mundo parar e pensar sobre a situação de subalternidade das mulheres. É importante esclarecer que mulheres fazem greve há séculos, lutaram por salários, pelo direito ao trabalho, lutaram pelo direito de votar, lutaram pelo direito à educação e ainda hoje lutam pelo direito ao aborto, lutam por salário igual para trabalho igual, lutam por políticas públicas que transforme as relações patriarcais.

Mas, infelizmente a greve das mulheres e suas lutas em geral, ficam invisíveis. Elas passaram a ter mais ressonância a partir de 1975, quando 90% das mulheres da Islândia fizeram uma greve nos locais de trabalho e se recusaram a realizar trabalho social não-remunerado durante um dia, exigiram salários iguais aos dos homens e o fim à discriminação sexual no local de trabalho. Essa ação mobilizou milhares de irlandesas e tornou visível a importância do trabalho feminino, assim como o trabalho doméstico e a contribuição que as mulheres dão diuturnamente para a sobrevivência da humanidade.

Outro episódio importante aconteceu em outono de 2016, quando as ativistas polonesas adotaram atitude semelhante as das irlandesas e organizaram uma greve massiva de mulheres para impedir a aprovação de um projeto de lei no parlamento que proibia o aborto. Após protestos das polonesas o senado Polonês recuou na proibição total do aborto.

Na Argentina, as mulheres também fizeram uma greve para protestar contra a onda de estupros. Convocadas através da Campanha “Ni una a menos”, as argentinas pararam por uma hora para protestar. Às mulheres se juntaram milhares de homens, parando o Congresso, os metrôs, e muitos serviços daquele País.

Esses exemplos demonstram a importância das greves de mulheres para que a sociedade repense seus modelos de convivência. Repensar os modelos de convivência significa mudar a lógica atual, ou seja, é necessário que os políticos repensem os espaços de poder sem mulheres: 453 deputados contra 51 deputados é um absurdo após 85 anos da conquista do voto feminino. Um governo que praticamente não tem representação feminina nos ministérios é desconsiderar a história das mulheres. É administrar a partir do falo.

As mulheres querem e precisam fazer parte dos espaços de decisão. As mulheres querem mudar as relações políticas e sociais, porque não aguentam mais apanhar. Não aguentam mais ser cabo-eleitorais de políticos desonesto.

As mulheres querem decidir sobre seus corpos, por isso exigem a despenalização do aborto. As mulheres não aguentam ganhar menos que homens exercendo as mesmas funções. As mulheres não querem se aposentar quando já estiverem mortas após a tripla jornada que enfrentam cotidianamente, por isso são contra a Reforma da Previdência deste governo que não as reconhece. Já chega! TEMER JÁ FICOU TEMPO DEMAIS FAZENDO DE CONTA QUE GOVERNA. ESTÁ NA HORA DE EXIGIR SUA SAÍDA DEFINITIVA.

As mulheres fazem greve neste 8 de março porque querem ser protagonistas de uma nova história, sem machismos, sem violência. 


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