18/10/2018

O Melhor de Todos os Mundos

Sobre literatura fantástica e nossa capacidade de adentrar novos universos


Quem nunca acordou com uma vontade de estar em outro mundo? Por vezes nossa realidade é tão monótona e cansativa, que é impossível não sentir, ainda que em um nível inconsciente, a vontade de se transportar para um outro mundo. Qualquer mundo. Mas, de preferência um cheio de criaturas fantásticas, magias que facilitam nossa vida e pessoas carismáticas. Em tempos tão sombrios como os nossos, esses “sonhos acordados” são sempre um escape. Muito provavelmente foi pensando nisso que nossos autores favoritos começaram a escrever fantasia.


As obras de fantasia normalmente são lar de histórias absolutamente mirabolantes, mas que não deixam de ser espelhadas em nossa própria realidade – com exceção, claro, de que na fantasia não há necessidade de uma explicação pautada na lógica. Como gênero literário, geralmente se usa fenômenos sobrenaturais, mágicos e outros como um elemento primário do enredo, tema ou configuração. Muitas obras dentro do gênero ocorrem em mundos imaginários onde há criaturas e itens mágicos.



Mas o fato dessas obras estarem muito pouco ligadas à realidade não significa que sejam totalmente alheias às questões reais do nosso mundo. Pelo contrário, é comum que em obras de fantasia hajam inúmeras metáforas para questões sociais, econômicas, culturais, etc., do nosso mundo. “Harry Potter” (J.K. Rowling), por exemplo, que é queridinho de muitos, trata bastante de questões como racismo e preconceito, “camuflados” sob uma ótica diferente  como toda a problemática de sangues puros versus sangues impuros, nascidos trouxas, abortos etc, além dos elfos domésticos, que são escravizados. “As Crônicas de Gelo e Fogo” (G.R.R. Martin), série que deu origem ao grande sucesso televisivo da HBO, “Game of Thrones”, tem intrínseco à sua narrativa questões políticas sociais. E por aí vai. 


Quando se fala de literatura fantástica, é impossível não citar obras clássicas como “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll – e, claro, uma saga mais recente, mas que definitivamente já é clássica: “Harry Potter”, de J. K. Rowling. No Brasil, por outro lado, no que se diz respeito aos aspectos peculiares de obras deste gênero, existem muitos livros que têm em sua narrativa traços fantásticos (a exemplo de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha), mas que não são necessariamente de fantasia, sendo ainda um gênero pouco explorado. Mas existe, sim, um número bom de autores que contribuem para seu crescimento. Como exemplo, temos “A Batalha do Apocalipse”, de Eduardo Spohr; “A Arma Escarlate” de Renata Ventura e “Os Dragões de Éter” de Raphael Draccoon. 


Na leitura de Outubro, temos como protagonista a jovem Feyre, lutando por sua vida em uma emocionante jornada através das terras feéricas. Sarah J. Maas nos entrega um universo fascinante, recheado de reviravoltas e mistérios, um mais surpreende que o outro. E vez que é um dos temas favoritos dos clubistas, o Clube preparará todo um encontro especial, com diversas surpresas para além do habitual. Ao público, deixamos o convite para participação com fantasia ou máscaras – e com SORTEIO DE LIVRO rolando no instagram! Para mais informações sobre o livro e o encontro, confira aqui.


20/out – 15h

Livraria Leitura (São Luís Shopping)
ENTRADA GRATUITA
Marque presença no link do evento
Para rever o cronograma de leituras de 2018, aqui

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