09/03/2013

O Escritor de Amanhã: "Um lugar verde e molhado"

Olá, pessoal! Como estão?
Hoje está nascendo uma nova coluna aqui no blog: "O Escritor de Amanhã". Nós já temos uma coluna onde postamos poemas feitos por vocês membros e/ou leitores, então decidimos fazer uma coluna onde postaremos crônicas e textos do tipo também de produção de vocês - nossos queridos companheiros de clube. Este espaço será de vocês, onde vocês poderam mostrar os seus trabalhos e o quanto vocês são talentosos.

Como primeiro post teremos um texto muito especial chamado "Um lugar verde e molhado", escrito por Brendon Pinheiro, amigo da Manú e que foi o vencedor da Olimpíada de Língua Portuguesa de sua cidade. Ele nos disponibilizou essa linda produção, que segundo ele, foi inspirada nas lembraças da infância de sua avó.

Leiam e aproveitem! ^_^


"Um lugar verde e molhado"

   Crescemos juntos: eu, meu povoado e as histórias que meu pai contava. Eu e meus irmãos, todos os dias, íamos à escola sabendo que iríamos aprender diversas coisas para sermos alguém na vida.

   Ao retornamos trocavamos nossas roupas rapidamente e descíamos para a baixa tomar banho de rio, com suas belas águas cristalinas e brilhantes. Porém nós também tinhamos que ajudar nossos pais na lavoura para o sustento da família. Contudo todos os dias brincavamos nos palmerais do povoado.

   Minha terra, um lugar de nome que reflete a natureza, chamada Campinas, foi o povoado onde nasci e cresci. Eu adoro esse lugar, onde brincava de várias maneiras, comia cada fruta de nome estranho e tinha a felicidade de viver tranquilamente.

   Em noites de luar e céu estrelado, meu pai nos chamava para contar suas belas histórias,sentindo cheirinho de café fresquinho que minha mãe passava. Ao amanhecer, íamos novamente à lavoura, embriagando-nos com o cheiro da terra fresca e molhada dos campos do povoado. Eu passava a maior parte do tempo brincando. Ajudava pouco, pois era a mais nova; minha mãe não gostava que trabalhasse, porque eu era muito pequena.

   Quando chovia e a água misturava-se com a terra, parecia uma enorme bacia de chocolate, dava até vontade de me lambuzar com aquela lama fresca. Brincava de fazer tortas, bolos, biscoitos e outras belezas com lama, e a mamãe reclamava de ver aquela situação.

   Quando o Sol se punha, a diversão acabava, porque estava na hora de me recolher e dormir na rede quentinha teada por mim mesma.

   Ao raiar um novo dia, novamente eu e meus irmãos nos reuniamos na mata que misturava-se com o terreiro das casas dos vizinhos para fazermos casinhas. A comida era feita com barro e outras frutinhas conhecidas da mata; assim nos sentiamos como cozinheiros de restaurante.

   Hoje, ficou apenas uma chuva de lembranças de momentos muito especiais da vida - a infância.
O lugar onde vivi fora transformado tanto quanto eu, pois o verde já não é tão verde e as águas já não brilham como naquela época.  

Não é uma linda história? Quer que seus textos apareçam aqui? Mande para ma.clubedolivro@gmail.com com o assunto "O ESCRITOR DE AMANHÃ" (tudo em maiúsculo mesmo) e nos postaremos aqui.

Até mais! 

Um comentário:

  1. "Com suas belas águas cristalinas e brilhantes" - Quando li esse pedaço, tive certeza que o texto saiu do Brendon!rsrsrs
    Interessante história!

    ResponderExcluir

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