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07/04/2026

Cronograma de leituras 2026

Olá!

Esperamos que estejam bem.

Demoramos um pouco para divulgar o cronograma de leituras porque, além dos desafios no transporte público em São Luís/MA, o início de 2026 tem sido bastante movimentado para todos.

Desde o final de 2025, a dinâmica do CLM passou por algumas mudanças. Continuamos com temas mensais e com a indicação de livros de referência, mas agora cada participante poderá escolher entre ler uma das obras sugeridas ou outra que dialogue com o tema do mês.

A proposta é tornar a leitura mais leve e, ao mesmo tempo, enriquecer nossos encontros, já que teremos a oportunidade de conversar sobre um número maior de obras.

Além disso, os encontros serão virtuais, ao menos neste primeiro momento, enquanto a situação do transporte público ainda não se regulariza. Para facilitar a organização, cada encontro contará com um formulário de inscrição (clique na data de cada encontro), que nos ajudará a identificar quem pretende participar. Os links de acesso serão enviados por e-mail apenas para as pessoas inscritas.

Quem quiser se tornar clubista do CLM também deverá preencher o formulário geral de inscrição. Esse cadastro é importante para organizar nossa comunidade e facilitar a comunicação.


18/04/2026 15h

Encontro inicial.

Aqui falamos sobre os livros lidos até o momento.



16/05/2026 15h  - Diversidade e Representatividade

Amoras

O pequeno príncipe preto

O médico e o monstro

Canção pra ninar menino grande


20/06/2026 15h - Narrativas Híbridas e Formatos Inovadores

Pequeno manual de instruções para a vida

O jogo das perguntas

Uma pergunta por dia



18/07/2026 15h - Fantasias Urbanas

Boitatá de Adecio Chaves

Perfume de fogo de Thaís Lopes


05/09/2026 15h - Formatos Curtos

Vence-Demanda de Luiz Rufino

O alienista

Uma paixão simples

A morte de Ivan Ilitch

A droga da obediência



28/11/2026 15h  - Literatura Maranhense

Teresa decide falar

Os tambores de São Luís em quadrinhos

Terra Batida


Até a próxima!


14/03/2022

Clube de Março de 2022

 






29/10/2019

Cronograma de Leituras Mensais 2020: Indicações abertas

Chegou a temporada de escolher os livros do cronograma do ano que vem!



Todo final de ano abrimos as indicações que vão constituir o cronograma de leituras do ano seguinte. Todas as nossas propostas de leituras mensais são democráticas, de modo que apenas sugerimos os temas de cada mês e são vocês, leitores, quem determinam os livros.

Essa formulação de cronograma acontece por duas etapas: indicações e votações. As indicações estão abertas a todos os leitores (fazendo parte do Clube ou não), desde que do estado do Maranhão. A votação, porém, é exclusiva para quem detém o poder do voto; no caso, os clubistas oficiais que estão em dia com seu título (verifiquem com a diretoria).


~~~~~~~~~~~ Atenção para as regras! ~~~~~~~~~~~


FASE I: INDICAÇÕES

#REGRAS
- O período de 28/out a 02/nov (até 18:00).
- Indicações ocorrerão dentro de um evento no Facebook – acesse aqui.
- São 6 categorias (temas), vez que os encontros em 2020 passarão a ser BIMESTRAIS.
- Vale indicar livros de ficção e não ficção.
- Cada pessoa pode indicar um livro por tema/mês e pode indicar o mesmo livro em mais de um mês.
- Pode repetir títulos já indicados por outra pessoa numa categoria mensal - quanto mais um livro se repete, é mais provável ele seguir para a fase da votação. No caso, os 5 mais repetidos irão.
- Digite nome do livro + autoria OU nome do livro + editora.
- Livros indicados fora ou não correspondentes à categoria solicitada serão descartados.
- Os comentários de cada categoria são restritos às indicações: evite perguntas e/ou conversas, tenha foco;
- Panfletar indicações só fora do espaço de indicações.
- Ao final do período de INDICAÇÕES, as opções serão apuradas e levadas à próxima fase, de VOTAÇÃO.
- Em caso de perguntas, consulte a organização (via whatsapp ou instagram).

FASE II: VOTAÇÃO

#REGRAS
- O período ainda será determinado.
- As indicações, após apuradas, serão opções para escolha oficial.
- Usaremos um formulário específico para as votações, fora do Facebook. Link a determinar.
- É preciso ter o título de clubista oficial para votar; caso uma pessoa sem direito de voto insista em votar, será desconsiderado. Todos os votos serão analisados.
- Panfletar votações só fora do espaço de votações.
- Por conta de empates, podemos reabrir algumas votações. Veremos como se dará a etapa.
- Ao final do período de VOTAÇÕES, vamos liberar a lista final e divulgar em nossas redes sociais.
- Em caso de perguntas, consulte a organização (via whatsapp ou instagram).
- Vamos esperar encerrar a primeira fase para o caso de acrescentar mais alguma regra.


TEMAS MENSAIS PARA 2020

JANEIRO: UNIVERSO AUSTEN
Jane Austen será nossa homenageada para começar o ano! E aqui vale qualquer de seus livros ou de livros relacionados a sua pessoa. ATENÇÃO: RAZÃO E SENSIBILIDADE já foi debatido (2014).

MARÇO: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
No mês das mulheres, queremos ir mais fundo nos debates. Aproveitando que este é um grande período de conscientização e manifestos, retratar a violência contra a mulher ou como auxiliar mulheres que sofreram algum tipo de violência se faz necessário. Indique livros que trabalhem algum tipo de violência sofrida pelas mulheres.  

MAIO: C O R I N G A - VOCÊS ESCOLHEM O TEMA DO MÊS (e depois os livros também)
Desta vez, vocês também têm voz pra decidir um tema! Indiquem temas diversos - não vale temas que já passaram pelo clube, viu! Veja aqui os temas que já trabalhamos:

Poesia - ficção científica - literatura fantástica - infantil nacional - erótico - novo adulto - fábula - conto nacional - crônica - sick-lit - aventura nacional - tragédia - vidas passadas - LGBT - empoderamento - pós-apocalíptico - água com açúcar - crime - número no título - fatos históricos - transtornos psicológicos - infantil - adaptação (para filme) - lançamento do ano - interativo - livro que saiu do wattpad - relacionamento abusivo - perfil que virou livro - livro estrangeiro premiado - livro com animais - universo Harry Potter - livro de vestibular - saúde mental - fantasia - não ficção - livro mais vendido (Publish News) - audiolivro - fanfic - #leiamaismulheres - adaptação (para série) - edição com prêmio literário brasileiro - HQ - livro mais vendido (FLIP) - livro clássico - valorização da vida - fantasia medieval - literatura maranhense - livro mais vendido (NY Times)

Primeiro ocorre as indicações dos temas, então as votações do temas. Após a decisão, passamos para as indicações de livros e votações, como de praxe.

JULHO: EBOOK NACIONAL
Já trabalhamos com os audiolivros em 2019 e para 2020 queremos falar dos ebooks. Vez que muitas pessoas ainda não compreendem essa modalidade de leitura, vamos apresentar o mundo dos livros digitais. Para isso, vamos dar preferência aos ebooks nacionais na loja Amazon. Pode ser de uma casa editorial ou publicação independente. Eles podem ser lidos ou por aparelhos de leitura digital ou pelo aplicativo Kindle em dispositivos (smartphone, tablet, computador).

SETEMBRO: BUSCA A AUXÍLIO PSICOLÓGICO
Novamente nos dedicaremos às discussões do #SetembroAmarelo. Para a conscientização da vez, queremos debater um livro que retrate pessoas buscando algum tipo de auxílio psicológico (terapia, psiquiatria ou os dois) para qualquer transtorno psicológico.  

NOVEMBRO: CONTOS DE FADAS
Adoramos fantasia e desta vez queremos adentrar nos mundos dos contos de fada. Podem ser clássicos ou contemporâneos, adaptações ou releituras. 


QUE COMECEM AS INDICAÇÕES <3

15/07/2019

Clube de Julho debate best-seller da última edição da Flip

Me Chame Pelo Seu Nome é um romance tocante cuja adaptação ganhou um Oscar


No mês em que é realizada a Festa Literária Internacional de Paraty, o Clube do Livro Maranhão conversa a respeito de um best-seller da última edição da Flip: Me Chame Pelo Seu Nome, romance escrito por André Aciman que ganhou adaptação homônima vencedora de um Oscar. O livro retrata como é ser adolescente descobrindo a própria sexualidade e se apaixonando. Também mostra rapazes e moças em processo de formação de suas identidades, período em que têm sentimentos confusos e intensos, precisando equilibrar tudo com o momento da identificação do desejo e da compreensão que ele existe. O Clube de Julho será regado a muito debate sobre juventude, paixão, amor e descobertas. O encontro será no sábado (27), a partir das 15 horas, na Livraria Leitura do São Luís Shopping (Avenida Professor Carlos Cunha, 1000, Jaracati - São Luís/MA). A entrada é gratuita. Participe! Lembrando que a leitura não é obrigatória, apenas sugerida para melhor aproveitamento da discussão com leitores.

Sobre o livro
A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.
Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida.
Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera elegia à paixão, em um romance no qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude. Uma narrativa magnética, inquieta e profundamente tocante.

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Sobre o autor
André Aciman é um escritor e professor que nasceu em 1951 na cidade Alexandria, no norte do Egito, onde viveu até os quinze anos de idade. Sua família é judia e se mudou da Turquia para Alexandria sustentada nas bases do comércio e das finanças, obtendo um alto padrão de vida. Nos anos de 1960, uma série de eventos antissemitistas levaram a uma saída gradual de seus parentes do Egito para a Europa, notadamente França e Itália. Após saírem do Egito, André Aciman e a mãe residiram por cinco anos em Roma (Itália) como refugiados. Ele estudou a língua italiana, embora não tenha tido total fluência, e frequentou uma escola americana. A adaptação ao novo país foi difícil, mas o jovem Aciman acabou se deslumbrando com a cultura e simpatia dos italianos. Em 1968, sua família se estabeleceu nos Estados Unidos. Atualmente ele é professor no Graduate Center da Universidade da Cidade de Nova Iorque, onde leciona teoria da literatura e obras de Marcel Proust. André Aciman é autor de diversas obras, incluindo o livro de memórias Out of Egypt e Me Chame Pelo Seu Nome (vencedor, na categoria Ficção Gay, da Lambda Literary Award).

Clube de Julho
27/jul
A partir das 15 horas
Livraria Leitura - São Luís Shopping
Entrada franca!

Outros eventos mensais, veja aqui.
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16/05/2019

Clube de Maio debate publicação que recebeu prêmio literário brasileiro

Hamlet, peça de William Shakespeare, é livro-tema do encontro de maio


Algumas obras são tão excepcionais que, como uma maneira de reconhecimento, até ganham prêmios! O encontro do Clube do Livro Maranhão deste mês é dedicado a conversar sobre a tragédia clássica Hamlet (William Shakespeare), que em 2016 foi premiada com um Jabuti por causa da tradução realizada por Lawrence Flores Pereira. Publicada pela editora Penguin-Companhia, a edição explora muito bem o contraste entre prosa e verso, respeita o ritmo do original e tem texto para ser encenado de fato, lido em voz alta ou declamado com naturalidade.
A peça tem temas atualíssimos, como vingança, traição, corrupção e moralidade, além de possuir vívida dramatização da melancolia e da insanidade, traçando um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida. O Clube de Maio será no sábado (25), a partir das 15h, na Livraria Leitura do São Luís Shopping (Avenida Professor Carlos Cunha, 1000, Jaracati – São Luís/MA). A entrada é gratuita. Participe!


Sobre o livro
Um jovem príncipe se reúne com o fantasma de seu pai, que alega que seu próprio irmão, agora casado com sua viúva, o assassinou. O príncipe cria um plano para testar a veracidade de tal acusação, forjando uma brutal loucura para traçar sua vingança. Mas sua aparente insanidade logo começa a causar estragos - para culpados e inocentes. Esta é a sinopse da tragédia de Shakespeare, agora em nova e fluente tradução de Lawrence Flores Pereira. Mas a trama inventada pelo dramaturgo inglês vai muito além disso: Hamlet é um dos momentos mais altos da criação artística mundial, um retrato - eletrizante e sempre contemporâneo - da vida emocional de um Homo sapiens adulto.

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Sobre o autor
William Shakespeare (1564 - 1616) foi um poeta, dramaturgo e ator inglês. De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. Restaram poucos registros de sua vida privada, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores. William Shakespeare foi respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade do dramaturgo inglês, e os vitorianos idolatraram-no como um herói. No século XX, sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia quanto na performance. Muitos de seus textos e temas permanecem vivos até os nossos dias, sendo revisitados com frequência, especialmente no teatro, televisão, cinema e literatura.

Clube de Maio
25/mai
A partir das 15h
Livraria Leitura - São Luís Shopping
Entrada franca!


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25/04/2019

A literatura na televisão


Um pouco sobre a adaptação de livros para obras audiovisuais 


É recorrente encontrar obras literárias que fornecem personagens, tramas e enredos aos formatos televisivos. No cenário internacional, vários produtos audiovisuais vieram direto dos livros, a exemplo de Anne with an E, American Gods, The Handmaid's Tale, The Hundred, 13 reasons Why e Game of Thrones. No cenário brasileiro não é diferente: inúmeros romances deram origem à telenovelas e minisséries, como no caso de A escrava Isaura e A Casa das Sete Mulheres.
A princípio, como apontam alguns estudiosos da área da Comunicação, a adaptação de livros para TV era uma forma de divulgar obras clássicas e autores consagrados. A fidelidade à obra era cobrada: era uma forma de respeito à fonte original. Porém, a televisão (bem como seus subprodutos como séries, novelas e telejornais) desenvolveu uma linguagem própria como meio de comunicação e foi preciso se adequar às necessidades. Agora, para chegar à TV, os livros passam por um filtro de escolha de temáticas e ideias a serem abordadas pelos diferentes gêneros televisivos.


A indústria une as linguagens literárias e televisivas, mas não esquece das peculiaridades do meio de comunicação audiovisual. Cada adaptação precisa se adequar à empresa produtora e à empresa que vai transmitir os episódios da ficção seriada. Além disso, é preciso ficar atento aos diferentes horários de exibição: cada faixa de horário possui uma audiência específica. No caso de séries produzidas para serviços de streaming, que não dependem de uma grade de programação, é preciso pensar que toda e qualquer audiência pode acessar o produto a qualquer hora e lugar. Talvez essa seja uma forma de explicar por que as séries da HBO possuem cenas de sexo explícito e as da Netflix tratam esse tipo de cena de forma mais leve.


As séries adaptadas (e as originais também) são um produto aberto. Ou seja, dependem da resposta da audiência. A narrativa é construída passo a passo com a transmissão e pode variar de acordo com os fatores sociais, econômicos e políticos da sociedade em que está inserida. Por isso, não é raro ver séries que vão além do que as páginas dos livros apresentam. The Handmaid's Tale, Big Little Lies e 13 reasons Why são exemplos de adaptações que ultrapassaram a história contada nas obras literárias.
Às vezes, a série adapta o mais fielmente possível o original, porém insere cenas ou personagens que não estavam no livro. Isso acontece porque os produtores, roteiristas e diretores decidem o que é “bom para o público”. Ou às vezes o personagem adicional contribui para que, na televisão, a história continue a fazer sentido.


Adaptar uma obra que está num livro vai muito além de reproduzir citações. A obra literária foi feita para ser lida. Quando ela chega à televisão, ela se torna um produto com uma composição diferente e é feita para ser escutada (sons, músicas, diálogos) e vista (imagens, legendas, cores e movimentos). Passar o texto para a TV significa traduzi-lo e ajustá-lo às convenções próprias do gênero audiovisual. O público, antes leitor e agora espectador, precisa ter sensibilidade quanto a isso. Cobrar fidelidade da adaptação pode ser desastroso e perguntas como “Quem é melhor: livro ou série?” são injustas.

Apesar do vínculo tão forte entre literatura e televisão, são dois produtos distintos que não admitem comparações entre si. Cada produto deve ser valorizado, julgado ou comparado, exclusivamente, com os seus iguais, porque as características de cada um são diferentes. Ou seja: livros devem ser comparados com livros e séries devem ser comparadas com séries. E isso não impede que possamos imaginar que nossos livros favoritos, com histórias fascinantes, um dia se tornem séries adaptadas.
No encontro de abril, o Clube convida você leitor e espectador a discutir sobre as adaptações literárias nas séries de TV a partir do livro Anne of Green Gables. Para mais informações sobre o livro e o encontro, confira aqui.


27/abr – 15h
Livraria Leitura (São Luís Shopping)

ENTRADA GRATUITA
Marque presença no link do evento
Para ver o cronograma de leituras de 2019, aqui

10/04/2019

Dos livros para a telinha: Clube de Abril traz “Anne de Green Gables”

Obra que deu origem à série de sucesso “Anne With An E” entra para debate


A impetuosa Anne, que deixa os irmãos Cuthbert de cabelo em pé e encanta todos ao redor, chega ao Clube do Livro Maranhão com seus sonhos, espírito livre e conversa afiada. Enquanto busca um pouco de amor à sua história de vida, a pequena chacoalha a sociedade rural onde vive, assim como a leitores e espectadores de todo o mundo.

É no aconchego das páginas de “Anne de Green Gables” e na adaptação “Anne With An E” que o Clube de Abril abre conversa sobre as obras literárias levadas à televisão. O encontro será no sábado do dia 27 de abril, a partir das 15h, na Livraria Leitura do São Luís Shopping (Avenida Professor Carlos Cunha, 1000, Jaracati – São Luís/MA); entrada franca. A leitura não é obrigatória, apenas sugerida para melhor envolvimento. Não perca!



 

  
(edições das editoras Martins Fontes e Pedra Azul)

Sobre o livro
Uma menina de 11 anos, com cabelos ruivos, sardas e uma mente tão perspicaz quanto a de um cientista em busca de conhecimento, chega a uma terra onde as tardes são calmas, os pores do sol alaranjados, as florestas aconchegantes, e os rios suaves, como o ritmo do povoado. Sua boca é uma matraca e seus sonhos são maiores que moinhos de vento. Anne vai crescendo e crescendo, e de patinho feio revela-se um elegante e atento cisne, pronto para abrir suas asas e voar para além das veredas. Mas a vida é feita de artimanhas, e a garotinha adotada pelos irmãos Marilla e Matthew tem algumas cercas a pular, sem jamais deixar seus sonhos desvanecerem, como algumas criaturas fazem.

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Sobre a autora
Lucy Maud Montgomery nasceu em Clifton (atualmente New London), Ilha do Príncipe Eduardo em 30 de novembro de 1874, mas viveu com os avós maternos nas proximidades de Cavendish, criada de uma forma rigorosa e implacável. Isso a incentivou a criar amigos imaginários para lidar com sua solidão.
Já adulta, Montgomery trabalhou como professora, embora estivesse mais interessada em escrever. Começando em 1897, ela teve seus contos publicados em diversas revistas e jornais. Mas só em 1902, quando voltou para viver e cuidar de sua avó, que escreveu seu primeiro livro, inspirada nas vivências de Green Gables, na Prince Edward Island. 


Clube de Abril
Dia 27/abr
A partir das 15h
Livraria Leitura – São Luís Shopping
Marque presença aqui
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15/03/2019

Por que #leiamaismulheres?


Quantas livros escritos por mulheres tem na sua prateleira? Quantos você leu no último ano?

Talvez soe estranho perguntar sobre a quantidade de mulheres autoras na prateleira ou quantas lemos recentemente. Para algumas pessoas, o fato da autoria ser homem ou mulher é irrelevante – e assim deveria ser, se as oportunidades para a escrita e/ou leitura não fossem diferentes por conta de gênero.

Mas talvez você nunca tenha parado pra pensar sobre isso ou nem tenha conhecido alguém que dispense leituras pelo fato da autoria ser uma mulher. Existe. Acontece. E muito mais do que a gente pensa.

Aliás, esse preconceito tem séculos de idade. Desde bem lá atrás, as poucas mulheres que detinham alguma condição para publicar livros, tinham que publicar anonimamente, usar pseudônimos ou usar apenas letras iniciais para “esconder” seus nomes e “enganar” o leitor. Esse panorama, infelizmente, não mudou muito de lá pra cá. Um exemplo mais reconhecido em nosso momento de vivência é o da autora da “Saga Harry Potter”, J.K. Rowling, que também publicou com nome masculino (Robert Galbraith).



As irmãs Brontë, para quem não sabe – Emily (“O morro dos ventos uivantes”), Anne (“Agnes Gray”) e Charlotte (“Jane Eyre”) – ficaram conhecidas como “irmãos Bell”. Charlotte chegou a mencionar em uma carta que “como nossa forma de escrever e pensar não era o que se chamava de ‘feminino’, tínhamos a impressão de que seríamos vistas com preconceito enquanto ‘autoras’”. Até a grande Jane Austen publicou o famoso “Orgulho e Preconceito” de maneira anônima.


Veja mais mulheres que utilizaram pseudônimos masculinos.

Algumas pessoas apontam que a questão é mercadológica, em que autores com “nome neutro” costumam vender mais. Mas nomes neutros nada mais são projeções de nomes masculinos. Entende-se assim que tornar ou se aproximar de um nome masculino seria o necessário para um livro ter bom desempenho.

Como se vê, já se partia do princípio de que ninguém gostaria de ler livros escritos por mulheres, razões estas infinitas e ao mesmo tempo semelhantes, vez que desconsideravam o ponto de vista da mulher e o valor da sua escrita. Mulheres escrevendo era tão absurdo quanto mulheres tomando decisões. Logo, o conteúdo não era o suficiente para seu prestígio e assumir o verdadeiro nome seria colocar tudo a perder.

Então sim, há questão de gênero. Sempre houve.

Talvez isso fique mais claro quando pensamos nos destaques da literatura mundial e na proporção de quantos são nomes masculinos e quantos são assumidamente femininos. Não é que as mulheres não produziam, é que elas encontravam – e continuam encontrando – mais barreiras por serem mulheres.

Na história da literatura brasileira não foi diferente; temos muito mais lembranças e referências de nomes masculinos do que de nomes femininos. Os nomes de mulheres mais (re)conhecidas na nossa literatura são bem recentes se considerarmos que a literatura nacional começou ainda lá na época da colonização.


Rachel de Queiroz, Cecília Meirelles, Clarice Lispector, Cora Coralina, Adélia Prado, Lygia Fagundes Telles, Hilda Hilst, Ana Maria Machado – quantas dessas você conhece de nome?

Carolina de Jesus
E quanto a Carolina de Jesus? Ou Maria Firmina dos Reis? E Nísia Floresta, Gilka Machado, Patrícia Galvão? Quantas mais foram dispensadas sem o conhecimento geral?

Conheça mais sobre estas e outras autoras nacionais

Neste cenário, movimentos como o #leiamulheres – e tão logo o #leiamaismulheres e #leiamaismulheresnegras – são importantes para resgatar, destacar e prestigiar autoras que foram e continuam sendo eclipsadas por seus gêneros. Mais que isso, é libertá-las de terem que esconder seus nomes, suas identidades e suas histórias.

Ler mulheres também significa validá-las por seu talento e trabalho, sem delimitar sua escrita a meros estereótipos. O lugar da mulher na escrita é onde ela quiser – seja na mitologia, no suspense, no romance, na comédia, na aventura, na fantasia, o que seja. Por isso, leia mulheres, para dar a visibilidade que merecem e para (re)conhecer o potencial de seus escritos. Leia para que nenhuma mais se submeta a se depreciar por seu gênero.

E leia Americanah, da Chimamanda Ngozi Adichie (e não C.N Adichie!), para o Clube de Março, encontro onde conversaremos mais sobre esses movimentos literários, a autora e a força deste livro para o atual contexto de vivência. Conheça mais sobre a reunião do mês aqui. Programe-se e não deixe de participar!


P.S.: A leitura NÃO é obrigatória.

13/03/2019

Clube do Livro incentiva o #leiamaismulheres neste março

Romance de Chimamanda N. Adichie retrata a dura realidade de mulheres negras e imigrantes


Mulher. Negra. Imigrante. Essa é Ifem, personagem principal do romance “Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie. No Clube de Março vamos conhecê-la de perto e acompanhar seu processo de adaptação ao novo país. Na história, Ifem abandona suas origens nigerianas e parte para os Estados Unidos. Era uma forma de buscar de alternativas às universidades nacionais, que enfrentavam diversas greves em resposta ao regime político da Nigéria. 

Em terras americanas, ela descobre algo que nunca havia percebido: era negra. No mês dedicado às mulheres, vamos discutir o lado agridoce de ser uma negra em um país de maioria branca, e nos deliciar com a obra escrita por uma mulher. É a nossa forma de celebrar e incentivar a leitura de escritoras #LeiaMaisMulheres.

O encontro será no dia 23 de março, sábado, a partir das 15h, na Livraria Leitura do São Luís Shopping (Avenida Professor Carlos Cunha, 1000, Jaracati – São Luís/MA); entrada franca. A leitura não é obrigatória, apenas sugerida para melhor aproveitamento do encontro com leitores. Participe!

  
Sobre o Livro
Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.


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Sobre a autora
Chimamanda é uma escritora nigeriana conhecida por seus romances e contos. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.
Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (“Hibisco Roxo”), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (“Meio Sol Amarelo”), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.



Clube de Março
Dia 23/mar
A partir das 15h
Livraria Leitura – São Luís Shopping
Marque presença no link do evento
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22/02/2019

Os fãs e a escrita: o fenômeno das fanfics

A literatura que ganhou força na internet e conquistou novos fãs


Quando nos encantamos por uma obra, imediatamente começamos a imaginá-la através de nossa perspectiva. Para algumas pessoas, apenas visualizá-la não é suficiente, e surge então a ideia de reinventá-la com o uso da criatividade, seja criando novas rotas para os personagens, trazendo novos interesses românticos ou até mesmo elaborando uma nova história dentro daquele universo. É isso que chamamos de fanfiction, que pode ser literalmente traduzido do inglês como "ficção de fã".
As chamadas fanfics podem ser baseadas nas mais diversas mídias, sendo elas programas de TV, quadrinhos, livros, video games, etc. As possibilidades são infinitas, assim como a imaginação utilizada para compor novas aventuras. Elas são consideradas um prolongamento das histórias em que são baseadas, mas são feitas sem intenção de uso comercial ou infração de direitos autorais, geralmente sendo publicadas na internet, tendo os autores em vista um espaço em que suas fantasias se tornam realidade.
Conheça mais sobre a linguagem de fandoms em fanfics

Essa prática se originou com a criação de fanzines (revistas criadas por fãs trazendo informações sobre determinada mídia) nos EUA na década de 1970, mas se consolidou com popularização da internet por volta de 1990. Autores de fanfics buscam ainda encontrar outros fãs que possuam interesses em comum e compartilhem sua visão da obra. Essas histórias contribuem para aumentar a popularidade das produções em que são inspiradas e são amplamente utilizadas como forma de publicidade.
Conheça mais sobre os tipos de fanfics e onde ler

Um exemplo de fanfic que se destacou na atualidade foi Cinquenta Tons de Cinza, escrita por E.L. James, que inicialmente se baseava na série de livros e filmes Crepúsculo. Conforme a história foi ganhando repercussão, acabou assumindo seu próprio enredo, teve o nome dos personagens trocados - inicialmente Edward e Bella - para Christian e Anastasia e o roteiro adaptado. Além da série de livros ter se tornado best-seller, a obra também ganhou uma adaptação para o cinema, se tornando sucesso de bilheteria.


Algo semelhante aconteceu com a obra Instrumentos Mortais, de autoria de Cassandra Clare, a qual inicialmente se tratava de uma fanfic de Harry Potter e trazia um enredo recheado de seres fantásticos. O livro ganhou uma adaptação para o cinema em 2013, porém seu retorno não foi satisfatório, sendo realizada uma segunda tentativa em formato de série que teve sua estreia em 2016.


No clube de Fevereiro, vamos explorar o universo das fanfics por meio do livro “Sábado à Noite”, escrito a partir de histórias que envolvem a banda McFly - que teve que ser adaptada para o universo musical brasileiro por conta dos direitos autorais (a Babi explicou aqui). A autora disponibilizou as músicas no youtube!

Para mais informações sobre livro e encontro, clique aqui.


23/fev – 15h
Livraria Leitura (São Luís Shopping)
ENTRADA GRATUITA
Marque presença no link do evento
Para ver o cronograma de leituras de 2019, aqui