02/10/2013

Leitura Classificada: Aprendendo a apreciar os clássicos!

Por que não ler os clássicos??
Quem nunca foi “obrigado” a ler aquele livro chato, monótono ou, simplesmente, clássico? É, muita gente já foi e se você não ainda será, mais cedo ou mais tarde. O fato é que os clássicos não são esses bichos de sete cabeças que todo mundo fantasia, um clássico pode ser muito prazeroso basta você querer.
Hoje em dia, devido as grandes facilidades trazidas pela dita literatura de massa, com seus Best-Sellers, sua propaganda, linguagem fácil e até um pouco previsível, as pessoas ficaram acostumadas a não refletirem mais sobre o que estão lendo (a grande maioria, diga-se de passagem). Simplesmente estão virando a página, acabando e partindo para outra. E, consequentemente, não se encantando nunca com esse tipo de livros.  A partir do momento que você se depara com um desses livros antigos (como alguns dizem) não sente o menor prazer em decifrar o que o autor quer passar, fica só pensando em acabar para obter uma nota boa naquela prova, fica-se se lastimando a todo momento, dizendo que não vai conseguir, que não entende. Ok! Eu mesmo já passei por isso. Mas vamos ver o lado bom das coisas, apreciando cada palavra escrita, sentimento exposto e situações, afinal, você nunca vai entender se fizer questão de não absorver.
Claro que não estou desqualificando a literatura atual, apenas quero transmitir uma dica para que variem um pouco seus livros. Deixem um pouquinho as sagas tão presentes no mercado hoje em dia, os romances, as ficções e entregando-se de bandeja a um Machado de Assis, por exemplo.

Pergunta: Mas o que faz de um livro “normal” tornar-se um clássico?
Primeiramente, acredito que esse livro/autor precisa revolucionar, mostrar algo de novo. Fazer-se um marco, um ícone. Coisa que todos os ditos clássicos fizeram (acredito! ‘-‘). Muitas vezes uma estória atemporal, que emita uma mensagem que se encaixe na grande maioria das sociedades, isso é o principal, pois, é o que marcará para sempre. Não precisa se totalmente objetivo assim fazendo o leitor se interessar mais.
Esclarecimento: O leitor não precisa entende-lo de primeira, quase ninguém consegue captar a fundo o que quer se passar. Porém, o que precisa-se fazer é ler quantas vezes for preciso, sempre a seu tempo, lendo com calma sem aquelas competições de quem termina primeiro.

Pergunta: Por qual livro começar?
Aí vai algumas dicas que seriam ótimas para um começo de leitura classicista:

            
Romance - Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis (1881); 


“É narrado pelo protagonista que, por sinal já morreu, está contando sua autobiografia. Um defunto-autor. Nascido em uma típica família carioca, mostrando suas desventuras e aventuras com várias paixões no Brasil e Europa.”


 Romance Naturalista – O Cortiço, por Aluísio Azevedo (1890);
“Conta diversas histórias paralelas com relação a um Cortiço de propriedade do português João Romão, entre elas a da moradora Rita Baiana é uma mulher expansiva e liberada que se envolve com Jerônimo, jovem lusitano recém-chegado ao Brasil, a do dono do Cortiço com a negra Bertoleza, e sua rivalidade com o rico vizinho Miranda, a de Pombinha, sua mãe D. Isabel e a prostituta Léonie, e outras mais que demonstram a natureza humana.” 

Romance - A Esfinge sem Segredo, por Oscar Wilde (1891);
“Dois amigos se reencontram, um deles narra suas estranhas novidades: apaixonara-se por uma mulher enigmática, cheia de mistérios. Uma aura de suspense ronda por ela que guarda um segredo.”


 Sátira, Paródia - Dom Quixote, por Miguel de Cervantes (1605);
"Sancho Pança, seu fiel amigo e companheiro, que tem uma visão mais realista. Ele se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade. O efeito é altamente humorístico.”


Ficção Utópica, Distopia - Laranja Mecânica, por Anthony Burgess (1962);

“O protagonista Alex, amante da música clássica (principalmente Ludwig van Beethoven) e líder de uma gangue de delinquentes (seus capangas são chamados de "'droogs'") que roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, Alex é usado numa experiência chamada "Método Ludovico", criada pelo Estado e destinada a refrear os impulsos destrutivos dos delinquentes. Quando volta às ruas regenerado, passa a sofrer com aqueles que antes eram as vítimas. Após ser usado num jogo político pelo partido de esquerda, o Estado reverte o seu 'tratamento'.”

           
           
 Ficção, Infanto-Juvenil – Volta ao mundo em 80 dias, por Júlio Verne (1873);
“Phileas Fogg, cavalheiro britânico, aposta com membros do seu clube que fará a volta ao mundo em 80 dias, o que era praticamente impossível para a época (século XIX). Acompanhado de seu criado Passepartout ele ingressa na viagem tendo que regressar no dia 21 de dezembro de 1872. Porém acusam-no de assaltar o Banco da Inglaterra, e durante toda viagem ele é perseguido por um detetive que nunca consegue detê-lo.”


Espero que tenham gostado. Ah, e mais uma dica: pesquisem mais e com certeza algum desses tão temidos clássicos te encantará.

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