01/03/2013

Sexta de Ficção: "Frankenweenie"


Olá! Como está?

Esta é a nossa segunda “Sexta de Ficção” e hoje eu trouxe um filme que mesmo sendo um tanto sombrio, tem uma história fofa e muito interessante.
E este filme é Frankenweenie. \o/



Sinopse: Frankenweenie é um conto acolhedor sobre um menino e seu cão. Depois de perder, inesperadamente, seu adorado cão Sparky, o jovem Victor usa o poder da ciência para trazer de volta à vida seu melhor amigo – com apenas alguns pequenos ajustes. Ele tenta esconder sua criação feita à mão, mas quando Sparky sai, os colegas de sala de Victor, seus professores e toda a cidade aprendem que tentar “dominar a vida” pode ser algo monstruoso.

Escrito e dirigido por Tim Burton (meu cineasta predileto), Frankenweenie é uma animação em preto e branco ao estilo “Noiva Cadáver”, ou seja, com personagens de formas bem características e um ar bem sombrio, afinal é uma obra de Tim Burton.

Curiosamente, o curta que inspirou o remake foi a causa da demissão de Tim pela Disney, pois a empresa considerou que o cineasta gastava dinheiro com produções assustadoras demais para seu público assistir e anos depois, em 2012, é a mesma que lança Frankenweenie como um longa metragem em nova parceria com Tim já reconhecido mundialmente.

A principio, você pode pensar: “É só mais uma animação infantil produzida pela Disney!”.
Mas quem conhece Tim Burton, sabe que os seus filmes, além de um visual melancólico, trazem também grandes lições e foi pensando nisso que trouxe esta produção para a coluna de hoje.

Existem muitas mensagens passadas pela animação, mas uma das principais, ao meu ponto de vista, tem a ver com o amor a ciência e a suas inúmeras utilidades.

Tim usa o Sr Rzykruski, professor de ciências de Victor, muito bem para isso. Ele é o representante da razão em uma cidade onde todos os moradores têm medo do progresso e do que a evolução pode trazer, considerando o professor como uma má influência para suas crianças. 

O prefeito é o personagem que melhor representa toda a ignorância e medo diante de coisas novas e só no fim reconhece o seu erro.

Mas o professor só quer abrir os olhos das crianças para o mundo de oportunidades que é o conhecimento científico.

“[...] Eu não posso fazer suas cabeças maiores, mas as dos seus filhos, certamente, eu posso abri-las a força e eu tentarei fazer isso para chegar aos cérebros deles [..]”

A fala, claro, é mal interpretada pelos moradores de New Holland, cidadezinha onde a trama é situada.

O professor é uma figura sábia, através da qual Tim joga muita coisa na cara daqueles que ainda ignoram e criticam o tamanho trabalho dos cientistas, mas que na hora de usufruir das suas descobertas, sempre estão lá:

“- Eles gostam do que a ciência lhes dá, mas não das perguntas que a ciência faz.”

Além de usá-lo também para mostrar que não existem tipos de ciência, mas sim tipos diferentes de seu uso e que para algo dar certo devemos amar o que fazemos:

“As pessoas acham que a ciência está na cabeça, mas ela também está no coração. Ciência não e boa nem má, Victor, mas pode ser usada das duas formas, então é por isso que devemos sempre ter cuidado.”

 O cientista é um personagem admirável por nos mostrar o que o amor à ciência e ao conhecimento pode fazer em nossas vidas.  Ele me lembrou de Dom Gregório, do filme “La Lengua de las Mariposas”, que também era professor e foi julgado por querer mostrar o conhecimento e a razão através de seus ensinamentos científicos.

Victor, protagonista do filme é também um grande exemplo presente no filme, este por sua vez, é um menino tímido e sem muitos amigos, mas que nos mostra que devemos ser persistentes naquilo que queremos e ser sempre otimistas com a sua tão utilizada frase “Eu conserto isso”, quando algo saia errado.

Ele e Sparky, seu cachorro, me emocionaram ao mostrar o poder de uma verdadeira amizade e o que cada um pode fazer quando realmente gosta de alguém, seja esse alguém ser humano ou animal. Eles nos dão uma incrível lição.

E os pais de Victor também nos mostram perfeitamente como apoiar seu filho em seus sonhos, quando o ajudam a realizar seus desejos e mostrando os caminhos certos a tomar.

O filme termina nos mostrando que o uso errado da ciência pode nos trazer terríveis consequências, mas que, se trabalharmos unidos por um bem maior, as coisas sempre se ajeitam .

A produção possui sim alguns clichês, afinal a Disney o produziu com o foco em um público infantil e o final foi feito de uma forma bem fantasiosa, mas, como um todo, o remake é uma grande lição de vida que Tim Burton mais uma vez consegue passar de forma tão genial nas telonas.

E possui algo que me deixou mais encantada ainda com a produção: Karen O. , vocalista da banda indie “Yeah Yeah Yeahs”, fez uma música super fofa especialmente para o filme. Tem como não se encantar?
Deixo você com a música:






Abraço e até a próxima! ^_^

Ps: Todas as imagens aqui mostradas são de direito de seus criadores.

6 comentários:

  1. Acredita que, quando assisti o filme também fiz conexão com o filme "La lengua de las Mariposas"?
    Do mesmo jeito que "Cine Paradiso" pode ser visto em "A Invenção de Hugo Cabret".
    Tim Burton também é meu diretor favorito, e não sabia essa da demissão dele justamente pela primeira edição de frankenweenie.
    Esse filme também fora o primeiro de Tim Burton que falei no meu blog (http://umsofaalareira.blogspot.com.br/2012/12/frankenweenie.html) mas não tão avaliador como o seu post.
    Adorei o Sexta de Ficção. Continue. Virei realmente fã! Abre fronteiras... Porque uma obra (tanto cinematográfica quanto literária) não é apenas entretenimento, mas também tem motivos em linhas e entrelinhas, filosóficos, sociológicos e vale a pena ser citados e trabalhados.

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    Respostas
    1. Nossa, J.S. Freitas! Fico muito feliz, de verdade, por você ter gostado tanto assim do post e da coluna.
      Compartilho da sua opinião sobre as obras, creio que livros e filmes não são apenas para serem lidos e assistidos, mas também para nos fazer refletir sobre algo.
      Pretendo falar de outras obras do Tim por aqui, os filmes dele são mesmo um máximo.
      Ainda tem muita coisa por vir.
      Obrigada e um abraço! ^_^

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  2. Amei o texto, Manu. Ainda não assisti o filme mas deu pra entender, e já estou louca pra ver. A música é encantadora mesmo <3

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    1. Valeu, Alexsandra. Assiste mesmo o filme é fofo de um jeito sombrio e, no meu ponto de vista, essa é uma característica maravilhosa XD.
      Essa beleza de música toca nos créditos, mas toda a trilha sonora é bem legal. :D

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  3. Ownnnnnnnnnnnnnn!
    Sou louca pelo filme!
    E nas lojas Americanas o dvd estava na promoção!
    Parabéns flor, pela postagem e por apresentar esse filme fofo! ^^
    Tim rules hehehehe

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